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Já te falaram que você tem Ovários Policísticos?

Porque a SOP agora é SOMP?

Pode parecer irrelevante quando se recebe o diagnóstico por acrônimos/ siglas, mas é interessante entender o motivo dessa mudança de nomes e o que ela acarreta no seguimento dessa condição.

SOP é o acrônimo para a Síndrome dos Ovários Policísticos.

SOMP é o acrônimo para Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina.

Essa nova nomenclatura leva em consideração os aspectos que definem a Síndrome. Os ovários policísticos ao ultrassom podem não estar presentes em quem tem a síndrome, assim como pessoas com a síndrome podem não ter os ovários de aspecto policístico. 

Na Síndrome dos Ovários Policísticos o enfoque estava nos ovários terem o aspecto policístico ao exame de ultrassonografia. Como se essa condição fosse a causa da síndrome, porém sabemos que essa alteração é uma consequência da alteração hormonal do organismo feminino relacionada ao aumento da resistência insulínica e recrutamento de folículos para ovulação.

O Ciclo Menstrual normal da mulher envolve o estímulo de um hormônio chamado FSH (Hormônio Folículo Estimulante), que age nos ovários para eleger 01 folículo como dominante e dessa forma estimular seu crescimento até o ponto em que ele soltará o óvulo (Ovulação). Quando isso ocorre de forma correta, o local de onde foi liberado esse óvulo de transforma em Corpo Lúteo, que produzirá a progesterona da segunda metade do ciclo menstrual (pós ovulação, conhecida como Fase Lútea).

Nas mulheres com a SOMP, o que não está funcionando adequadamente é a liberação do hormônio FSH. E não ocorre o recrutamento adequado de apenas 01 folículo. Dessa forma vários folículos são estimulados porém nenhum deles chega ao tamanho adequado para liberação do óvulo e consequentemente não há formação de corpo lúteo (anovulação crônica). A mulher mantém a produção estrogênica normal porém não libera a progesterona.

O que a falta da progesterona pode acarretar em mulheres com SOP/SOMP?

A falta da progesterona endógena pode predispor a mulher a:

  • sangramentos menstruais irregulares,
  • hiperplasias endometriais,
  • câncer de endométrio,
  • infertilidade.

O anticoncepcional trata a SOP/SOMP?

Não!!

Os anticoncepcionais são usados nesse perfil de paciente para regularizar o ciclo menstrual, melhorar as consequências da ausência de progesterona cronicamente e controlar os sintomas hiperandrogênicos da síndrome, como a acne, oleosidade, pelos.

Como é o tratamento da SOP/SOMP?

O tratamento da SOP/SOMP é baseado no controle da causa da Síndrome que é a resistência insulínica.

Esse controle é realizado com atividade física regular, dieta equilibrada e em casos selecionados o uso da metformina está indicado.

Como é a atividade física para quem tem SOP/SOMP?

O objetivo é associar atividade física aeróbica com treino de força (musculação).

Treino aeróbico: 150-300 minutos/sem (iniciar com pelo menos 3 vezes na semana por 50 minutos, idealmente 30 minutos todos os dias).
Treino de força: pelo menos 2 vezes na semana.

Como é a alimentação/ dieta para quem tem SOP/SOMP?

Não existe uma dieta específica comprovada que determine benefício para quem tem a Síndrome (low carb, cetogênica, baixo índice glicêmico).

O mais importante é uma dieta equilibrada, que favoreça o controle glicêmico e que a paciente consiga manter a longo prazo.

Existe suplemento específico para quem tem SOP/SOMP?

Não!

Mas há estudos em andamento com diversos suplementos, o que parece ter maior benefício é o Mio-inositol.

O Mio-inositol participa de vias de sinalização relacionadas à insulina. Ele tem sido muito utilizado em paciente com a Síndrome que apresentam irregularidade menstrual e disfunção ovulatória, com benefício em relação aos parâmetros metabólicos.

E a perda de peso para quem tem SOP/SOMP?

Nem toda paciente com SOP/SOMP tem sobrepeso ou obesidade e resistência insulínica e por isso nem todas terão benefícios na perda de peso. Porém os benefícios metabólicos são independentes da perda de peso. 

Para as que possuem obesidade, há estudos que comprovam que a perda de 5 a 10% do peso corporal pode promover o retorno a ovulação espontânea.

 

Se você já teve esse diagnóstico e quer saber mais sobre isso agenda uma consulta de avaliação com Dra Verena Mattos, será um prazer te atender.

 


Clínica Ginecológica São José do Rio Preto SP

Dra. Verena Mattos

CRM 183416 - RQE 97523

Dra. Verena Mattos é Ginecologista e Obstetra, formada pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) e com especialização em Ginecologia Oncológica no Hospital Pérola Byington. Também possui pós-graduação em Cirurgia Minimamente Invasiva e Ginecologia Oncológica pelo Hospital Sírio Libanês.

Com experiência em consultórios particulares e hospitais renomados a Dra. Verena combina acolhimento, escuta ativa e condutas baseadas em evidências científicas.

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