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Endometriose - sentir dor não é normal

O que é endometriose?

A endometriose é a presença de tecido endometrial (camada mais interna do útero, que é eliminada durante a menstruação) em outras localidades. Ela pode estar presente no meio do músculo do útero, conhecida como adenomiose, quando nos ovários são chamados de endometrioma, já a endometriose profunda pode invadir diversos órgãos.

A presença desse tecido endometrial fora do útero promove uma inflamação crônica na pelve, culminando com os sintomas característicos da doença. Os focos de endometriose respondem às variações hormonais do corpo feminino, intensificando os sintomas durante o período menstrual.

 

O que causa a endometriose?

A causa da endometriose ainda não está bem compreendida, muitas pesquisas buscam esclarecer as diversas teorias relacionadas à sua origem e possivelmente a resposta esteja em uma associação delas.

As principais teorias são:

- menstruação retrógrada = sangramento menstrual flui pelas tubas uterinas e se deposita na cavidade abdominal, implantando células endometriais nos órgãos ao redor

- falha no sistema imunológico em reconhecer o tecido em localização não habitual e eliminá-lo (bloqueio de apoptose, que é a "morte celular programada")

- metaplasia celômica = os focos de endometriose se formariam espontaneamente em localizações diversas, uma vez que compartilham a mesma origem embriológica do endométrio (tecido sadio em localização normal)

- teoria das células tronco = células provenientes da medula óssea se fixariam em tecidos moles em vez de migrarem para reestabelecer o endométrio saudável

Sabe-se que há um componente hereditário, pois se você tiver alguma parente de primeiro grau com endometriose, seu risco de desenvolver a doença aumenta de 7 a 10% em comparação à população geral.

 

Quais órgãos podem ser afetados pela endometriose?

A endometriose envolve principalmente os ovários (endometriomas), tubas uterinas (trompas) ligamentos uterossacro e redondo, espaço retrouterino (atrás do útero), bexiga, intestino, peritônio (tecido que reveste a cavidade abdominal interna), e até mesmo os pulmões.

 

Quais os sintomas de endometriose?

A endometriose pode ser assintomática, ou seja, não causar sintomas nem repercussões na vida da mulher em 25% dos casos. Quando isso ocorre, o diagnóstico pode ser feito após um exame de rotina, como a ultrassonografia pélvica, ou após uma cirurgia abdominal.

Quando apresenta sintomas, a endometriose pode causar dor/cólica abdominal intensa (durante e fora do período menstrual), sangramento nas fezes ou urina, infertilidade, dor durante as relações sexuais (especialmente durante penetração profunda), distensão abdominal, constipação intestinal e aumento do fluxo menstrual.

Curiosamente, a gravidade dos sintomas NÃO está relacionada à extensão da doença.


Quem pode ter endometriose?

A endometriose é mais comum em mulheres entre 20 e 40 anos, mas também pode acometer adolescentes. Apesar da maioria das mulheres apresentar alívio dos sintomas após a menopausa, eles podem se estender além desse período. 

 

Como é feito o diagnóstico da endometriose?

A suspeita clínica, com base nas queixas da paciente e no exame físico, levanta a hipótese do diagnóstico de endometriose, que pode ser confirmado por meio de exames de imagem ou anatomopatológico (biópsia). 

Os principais exames de investigação são ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética da pelve.

A confirmação é feita com a biópsia, preferencialmente por laparoscopia.

 

Qual o tratamento da endometriose?

O tratamento proposto varia de acordo com cada caso, é importante levar em consideração o desejo reprodutivo, os sintomas da paciente e a intensidade deles, a idade e a extensão da doença.

O tratamento clínico objetiva "adormecer" os focos de endometriose, controlando a inflamação crônica local, enquanto o tratamento cirúrgico propõe a remoção do tecido afetado, geralmente associado ao bloqueio hormonal.

O tratamento clínico pode envolver bloqueio hormonal com anticoncepcionais orais, anel vaginal, adesivos, DIUs hormonais(dispositivos intrauterinos),  implantes, análogos de GnRh, gestrinona, atividade física específica, fisioterapia pélvica, acupuntura, analgésicos, dieta, meditação.

O tratamento cirúrgico deve ser bem indicado, alinhando expectativas com viabilidade e muitas vezes requerendo uma abordagem multidisciplinar, envolvendo ginecologistas, proctologistas e urologistas. 

A cirurgia pode remover todos os focos da doença, aliviar dor, restaurar anatomia pélvica e recuperar a fertilidade.


A fertilidade pode voltar após o tratamento?

A fertilidade pode estar comprometida nas mulheres com endometriose de duas maneiras principais. A endometriose pode causar aderências, formação de tecidos fibróticos que distorcem a anatomia pélvica feminina, dificultando que o óvulo encontre os espermatozoides nas tubas uterinas. Além disso, a inflamação crônica da pelve induzida pela endometriose pode comprometer os óvulos e o caminho percorrido pelo ovo (óvulo fertilizado pelo espermatozoide) até sua implantação dentro do útero.

A depender da extensão do comprometimento causado pela endometriose, a fertilidade da mulher pode ser reestabelecida com o tratamento adequado. Em alguns casos, como aqueles em que as tubas uterinas precisam ser removidas cirurgicamente, a mulher poderá necessitar de técnicas de reprodução assistida para engravidar (FIV - fertilização in vitro).

 

Como é a cirurgia de endometriose?

A cirurgia de endometriose é indicada nos casos de persistência da dor em vigência de tratamento clínico ou contraindicação ao tratamento clínico, necessidade de tecido acometido para confirmação diagnóstica, investigação de massa anexial (tumor ovariano) não podendo descartar malignidade (risco de câncer), obstrução intestinal ou de trato urinário e infertilidade.

Como em qualquer procedimento cirúrgico, existem riscos associados. Os principais riscos incluem diminuição da reserva ovariana, a possibilidade de necessidade de bolsa de ostomia, formação de fístulas e aderências (fibroses) que podem resultar em dor. Vale lembrar que quanto mais cirurgias a paciente for submetida, maior será a formação de aderências e complicações associadas.

A cirurgia é classificada como conservadora quando o objetivo é preservar o útero e o máximo de tecido ovariano possível em pacientes com desejo reprodutivo e reserva hormonal. Porém, sabe-se que as taxas de recorrência de sintomas é maior nesses casos quando comparados às pacientes submetidas a remoção do útero (histerectomia) e/ou ovários (ooforectomia).
Já a cirurgia definitiva inclui a remoção do útero (histerectomia) com ou sem ovários (ooforectomia) e geralmente está indicada em pacientes com prole constituída, sintomas muito debilitantes do acometimento por endometriose ou que tiveram falha de outros tratamentos.

A abordagem minimamente invasiva é preferencial, utilizando uma câmera introduzida pelo umbigo e pinças videolaparoscópicas no abdômen para visualização direta dos focos de endometriose e tentativa de remoção completa das lesões. Essa técnica auxilia muito na identificação dos tecidos alterados e permite explorar áreas de difícil acesso. A cirurgia robótica tem melhorado ainda mais os resultados cirúrgicos para essa condição.


Quanto custa a cirurgia de endometriose?

Os custos da cirurgia dependem de cada caso, do volume de doença, dos órgãos acometidos, da necessidade de abordagem multidisciplinar, da via (laparotomia, laparoscopia ou robótica), da indicação de cirurgia conservadora ou definitiva, da equipe e do hospital em que será realizado o procedimento.

O ginecologista especialista em cirurgia de endometriose vai realizar o exame físico completo, analisar os exames de imagem e as queixas para propor o melhor tratamento para o seu caso individualizado.


Endometriose pode voltar?

Infelizmente, não é possível garantir que novos focos de endometriose não surgirão, mas a manutenção do tratamento e de hábitos específicos pode reduzir as taxas de recidiva e ajudar no controle da dor.

Gostou do conteúdo, sofre com sintomas de endometriose e gostaria de passar por uma avaliação? Agende sua consulta com Dra Verena Mattos, sua dor precisa ser valorizada e manejada por quem entende seu sofrimento e suas expectativas. 


Clínica Ginecológica São José do Rio Preto SP

Dra. Verena Mattos

CRM 183416 - RQE 97523

Dra. Verena Mattos é Ginecologista e Obstetra, formada pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) e com especialização em Ginecologia Oncológica no Hospital Pérola Byington. Também possui pós-graduação em Cirurgia Minimamente Invasiva e Ginecologia Oncológica pelo Hospital Sírio Libanês.

Com experiência em consultórios particulares e hospitais renomados a Dra. Verena combina acolhimento, escuta ativa e condutas baseadas em evidências científicas.

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